Blindness – Ensaio Sobre a Cegueira

Cego. É dessa forma que o leitor se sente ao apreciar as linhas escritas por José Saramago no seu nobel de literatura “Ensaio Sobre a Cegueira” lançado em 1995. Dez anos depois, um dos melhores diretores da nova safra do cinema nacional, por trás de uma supreprodução que reúne Canadá, Japão e Brasil decide adaptar a obra para o cinema. O resultado: Blindness, filme dirigido por Fernando Meirelles que está sendo exibido no circuito nacional, mas que ainda não deu as caras em terras potiguares.

No elenco a bela Jullianne Moore, que interpreta a protagonista e única personagem que não perdeu a visão. Ela é a esposa do doutor, um dos primeiros a serem infectados pela cegueira branca. Inexplicavelmente imune a doença, ela vai parar na quarentena junto com os outros cegos e literalmente vê a degeneração humana que a nova condição impõe aos pacientes. E é aí que mora toda a genialidade da história criada por José Saramago e a força do filme de Meirelles.

Adaptações de livros para cinema normalmente ficam bem ruins. A de Meirelles foge à regra. Quem leu “Ensaio Sobre a Cegueira” com toda certeza não se decepciona com a forma com que a história foi construída nas telinhas. O diretor brasileiro consegue nos fazer sentir cegos com cenas brancas demais, takes confusos que conseguem gerar uma sensação de agitação no espectador. Tudo muito bem regrado e embasado na bela atuação de Julianne Moore e ao som do grupo mineiro Ukati.

Vale muito a pena assistir.

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