A Crônica Política e o “Papa Figo do Brasil” no ENE

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Por Beto Leite
Foto Fábio Farias

O tema era crônica política. A programação apontava Cláudio Emerenciano como mediador e um dos convidados da mesa – Ticiano Duarte. Na programação não tinha “elogios a Aluízio Alves”, mas algumas informações são desnecessárias. O terceiro nome é do jornalista e escritor Sebastião Nery, e era nele que depositava as minhas esperanças.

Depois de elogiar efusivamente os convidados, Cláudio Emerenciano lança o tema dentro do tema: A ausência da crônica política na TV nacional.

O sub-tema é bastante interessante. Hoje as televisões brasileiras se abstêm da crônica política. Muito disso pelo fato do principal patrocinador desse veiculo de comunicação ser o governo federal. Os gastos do estado brasileiro com propaganda institucional chegam à casa dos bilhões. Convenientemente, a TV brasileira se emudece da opinião explicita. Você já deve ter lembrado do Boris Casoy e da sua saída da TV Record. Pois é, antes de passar a palavra, Emerenciano afirma com veemência que a demissão do jornalista está diretamente ligada a força do governo federal. Entusiasmou-se e comparou o governo a ditadura militar.

O Sebastião já se contorcia na cadeira. A vontade que ele tinha de falar era nítida. Chegou a sua vez. Ele reafirmou tudo que o Cláudio tinha dito, com algumas informações novas. Então começou a falar da Rede Globo. Falar mal. Eu não quero ser chato, mas acho que para a maioria das pessoas esse papo de que a Rede Globo é o grande mal da nação brasileira já saturou. O Sebastião discorda da minha opinião. Eu sei disso porque ele continuou falando sobre a mesma coisa.

O Ticiano? Bem, ele tentava pontuar. Sem sucesso. Só dava o Nery e as piadas contra a o grande “Papa Figo do Brasil”. E foi assim. Até o fim.

One Comment

  1. Posted dezembro 1, 2008 at 7:38 pm | Permalink

    Lendo esse e os outros textos de vocês sobre o evento, dá pra notar o quão tapado foi o ENE desse ano. Não que eles tenham caído em qualidade, já que a programação mudou quase nada desde a primeira edição. Só acho uma merda ter notado a bobagi que é tudo isso quando repetiram pela TERCEIRA VEZ a piada de mal gosto. E o Tezza, alguém viu? Foi o único que deu alguma vontade de sair de casa num sábado pra ver, mas tenho certeza que consigaram estragar qualquer coisa boa que o cara podia ter dito com alguma conversa besta sobre… sei lá… pamonha.


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