Com ele, reclamamos. Sem ele, não vivemos. Catorze fatos sobre o ENE

dsc_0160

Por Fábio Farias

Fato 1: O ENE deste ano ficou abaixo das expectativas (pelo menos das minhas). Um dos motivos disso foi a divulgação e o alarde feito nos meses anteriores.

Fato 2: A demora na divulgação oficial, os temas da mesa muito abertos, a falta de tempo para cada um dos convidados falar foram os principais problemas do evento.

Fato 3: O local foi muito bem escolhido. Sem aquele aperto que foi no ano passado.

Fato 4: A mesa do Cristovão Tezza, do José Miguel Wisnik, Menescal e no sábado e do Arnaldo Antunes na quinta foram as melhores do ENE. Com destaque especial para o de Wisnik.

Fato 5: Responda rápido, por que Catorze?

Fato 6: Espero – e muito – que os avanços alcançados pela Capitania das Artes nesses últimos quatro anos não parem a partir do ano que vem por motivos políticos. Incluindo o ENE.

Fato 7: Seria muito bom que ampliassem ainda mais o encontro literário e fizesse em uma semana. Esse tipo de coisa incentiva a literatura e o hábito de ler, além de movimentar a cidade. Se a coisa for bem feita, traz até turista.

Fato 8: Apesar de pequena, existe uma produção literária local que precisa ser discutida e ampliada. Intercâmbio com outros escritores ajuda muito. E nem precisa ir muito longe. Em Recife já temos grandes nomes.

Fato 9: A literatura não parou em 1930.

Fato 10: Por que não fazem oficinas literárias no ENE?

Fato 11: Música traz público. Lógico que não é um pessoal que vem para assistir uma mesa, vem para curtir a banda. Mas eles sempre chegam mais cedo e acabam acompanhando, sem querer, uma discussão. Se ela for interessante, o digníssimo cidadão se interessa e aí, voilá, difundimos cultura literária.

Fato 12: Temos artistas locais muito bons e que atraem público.

Fato 13: Que o ENE não se resuma a um evento por ano, que possam existir oficinas e discussões literárias, sobretudo, nas escolas públicas municipais. Assim matamos dois problemas em um só: melhoramos a educação e ainda formamos novos leitores.

Fato 14: De 0 a 100, o evento foi 14.

5 Comments

  1. Allan Talma
    Posted dezembro 2, 2008 at 2:16 pm | Permalink

    com relação a Capitania das Artes, lamento muito discordar, mas essa verba que foi destinada ao ENE repercutiu diretamente na verba de outros projetos culturais (“outros”- assim quero acreditar), pq a “sátira” que foi o Salão de Artes Visuais conseguiu ser engraçada. Não tiveram verba sequer pra estrutura física…A abertura foi regada a uísque de boteco e melões; divulgação – nenhuma….ficou sabendo quem era amigo de quem estaria participando; EDITAL – sem verbas…
    ….incentivo?!???

  2. Jornalistra
    Posted dezembro 7, 2008 at 1:15 am | Permalink

    Allan, para mim não ficou clara sua opinião quanto aos investimentos da Capitania das Artes em eventos culturais e afins. Acredita que o ENE “roubou” verbas que teriam sido melhor empregadas em outras atividades?
    Quanto ao Salão de Artes Visuais (o Abraham Palatnik, certo?) houve investimento, sim. Algumas obras só puderam ser executadas por causa da ajuda que ganharam (o prêmio é dado antes de estarem prontas; ou seja, quando existe apenas o projeto).
    Na minha opinião o que faltou foi competência por parte da organização para a escolha do lugar e quanto ao acesso do público a ele.
    A sala da Biblioteca Câmara Cascudo além de muito iluminada parece um forno de tão quente, como muitos dos artistas reclamaram.
    E para piorar, nunca tinha ninguém da Fapern na exposição. Isto quer dizer queeeeee… as portas ficavam fechadas o dia inteiro! Olha só: http://www.nominuto.com/cultura/salao_de_artes_visuais_esta_de_portas_fechadas/30141/

    Saudações.

  3. Allan Talma
    Posted dezembro 8, 2008 at 3:16 pm | Permalink

    tá, vou ser mais claro pra quem não é bom entendedor, ninguém roubou nada; alguém distribui essas verbas…Quando falo do Salão de Artes Visuais, eu tô falando do XII Salão de Artes Visuais da Cidade do Natal…esse Salão acontece na Capitania das Artes ha uns duzentos anos* pelo menos, qualquer um que ande no “circuito artístico” conhece. O Salão Palatnik teve a segunda edição esse ano…e não que eu esteja duvidando da sua qualidade, mas realmente comparar é absurdo…Eu percebi essa má distribuição, pq alguns amigos trabalharam e participaram desse Salão, eu tive uma idéia da verba que foi destinada ao evento, e se vc acha que trazer o Ferreira Goular de limusine do Rio pra o RN pra participar do ENE, faz parte de um orçamento normal de evento, e que essa palhaçada toda tá de parabéns….eu dou o parabens pra vc, nessa data querida…

  4. Jornalistra
    Posted dezembro 9, 2008 at 8:04 pm | Permalink

    Amicco, pelo visto nem eu entendi sua opnião, nem você conseguiu assimilar nada do que eu disse! Só faltou sair faísca do seu comentário (e por nada).
    Se você prestar atenção no que eu escrevi, não falei na-da sobre o ENE pra você me felicitar ou me dar os pêsames. Ponto.

  5. Larissa
    Posted fevereiro 9, 2009 at 4:22 am | Permalink

    Cara,
    o Allan está certo. Vocês confudiram o XII Salão da Capitania das Artes (Município – prefeitura) com o II Salão Abraham Palatnik (Governo do Estado através da Fapern).

    Outro dado errado é que os artistas visuais não recebem antes – NUNCA. Semprem recebem depois, às vezes com atraso e descontos!!!!

    O salão da capitania talvez não tenha nem catálogo. Realmente soube que não teve verba alguma além do dinheiro de premiação aos participantes e aos prêmios aquisição (merecidamente) E vale salientar que eram apenas R$300 como incentivo aos participantes! Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito pouco! Fala sério!

    Aí se gasta horrores com um ENE mal divulgado, enquanto o Salão da Capitania fica aberto, em exposição, por uns 3 meses!!!! Vi muita gente, inclusive turistas atrás de um catálogo do salão…diga-se de passagem também…esses catálogos saem com MESES de atraso!!!!!!!!! E o dessa edição ainda não saiu e nem se sabe se vai sair!!


Comente

Required fields are marked *

*
*

%d blogueiros gostam disto: