A Copa

Por Fábio Farias

Os times se preparam. A imprensa, nervosa, entrevista os técnicos e os personagens que podem desequilibrar a final. Polêmica para lá, polêmica para cá, alguns jogadores trocam farpas. Os comentaristas fazem as suas apostas. Os torcedores se provocam. O país, pára. É a final da Copa de Literatura.

É ainda impossível prever o campeão. Os concorretes são O Dia Mastroianni do jovem e promissor técnico João Paulo Cuenca, contra o Filho Eterno, do Muricy Ramalho da literatura brasileira, o curitibando de Lages (SC), Cristóvão Tezza.

O desafio de Cuenca é duro. Seu adversário ganhou quase todos os campeonatos que disputou este ano: foi o Jabuti, o Portugal Telecom, o da revista Bravo!, Associação de Críticos de Arte de São Paulo e veio agora da sua maior conquista, o Prêmio São Paulo de Literatura.

Mas o livro do escritor carioca tem a afeição de um dos juízes da partida e muitos comentarias apostam numa zebra, daquelas que deixam até bode de queijo caído, com um gol contra aos 49 minutos do segundo tempo. Afinal, o livro do Cuenca é um delicioso pitélzinho e, ah vai, merece o prêmio.

Saindo vencedor o Cuenca ou o Tezza, não importa. O legal é ver e acompanhar a iniciativa de Lucas Murtinho, inspirada na american version: Tournament of Books. A idéia é simples e futebolística, 16 livros são selecionados para disputar partidas de tirar o fôlego, em que o juíz é um crítico literário.

O negócio é tão legal que já houveram até polêmicas e denúncias que movimentam o cenário literário tupiniquim. O jogo entre O Dia Mastroianni contra o Toda Terça do Carola Saavedra, apitado por André de Sant’Anna causou quando o árbitro anunciou o vencedor por uma questão de amizade. A torcida xingou, os blogs repercutiram, mas a decisão foi respeitada.

Quem quiser assistir, ou melhor, ler o que está acontecendo e aproveitar para usar a disputa como check list dos livros, vale muito a pena ler os livros, ver quem ganhou e cornetar (ou apoiar) se for o caso.

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